As notícias do planalto central das últimas semanas têm me deixado perpelxo (de novo…).
Quem estiver acompanhando a escalação ministerial do presidente Lula, talvez também esteja. Eu sempre me pego na esperança de não estar entendendo o que está se passando, mas temo que entendo…
Nosso famigerado presidente está leiloando os cargos ministeriais com a intenção de favorecimento político, na cara dura! Esse é seu, esse é dele, esse outro é daquele… Como assim?
Se o critério principal para a escolha dos ministros for a repartição da representatividade política entre os partidos aliados, quem é que vamos ter no primeiro escalão da República? Infelizmente já sabemos a resposta: colegas, correligionários, “cumpadres”, ou indicados desses todos.
E a competência para exercer o cargo atribuído, onde fica? Ah, sim! Em terceiro ou quarto plano, como já prevíamos…
E não me venha com o papo de que política é assim mesmo! Peguemos o exemplo da Palestina, que nem um Estado ainda é: A ANP, ou Autoridade Nacional Palestina, núcleo central do que virá ser o Estado Palestino, escolhe seus ministros pela experiência/habilidade/gabarito na função que o escolhido exercerá. Simples e óbvio, mas não comum.
Dessa forma, nunca veremos atrocidades como um médico no ministério da fazenda (tá tão mal assim…?), um advogado no ministério da saúde, e por aí afora.
Quer ser ministro da saúde na Palestina? Se não tiver título de pós-doutorado, experiência de vários anos em administração hospitalar, pesquisas em epidemologia, ou qualquer outra atividade que comprove sua competência para exercer tal cargo, pode esquecer.
Não é assim que a imensa maioria das empresas privadas e públicas escolhem seus empregados? Currículo, dinâmicas, entrevistas, etc. O que há de errado nisso em se aplicar para escolher também cargos públicos do primeiro escalão?
Na Palestina nada, no Brasil, tudo.


Entradas do Março 2007
Leilão de ministérios
26 Mar, 2007 · 5 Comentários
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Vantagens e desvantagens da globalização
20 Mar, 2007 · 1 Comentário
No caso brasileiro, a abertura foi ponto fundamental no combate à inflação e para a modernização da economia com a entrada de produtos importados, o consumidor foi beneficiado: podemos contar com produtos importados mais baratos e de melhor qualidade e essa oferta maior ampliou também a disponibilidade de produtos nacionais com preços menores e mais qualidade. É o que vemos em vários setores, como eletrodomésticos, carros, roupas, cosméticos e em serviços, como lavanderias, locadoras de vídeo e restaurantes. A opção de escolha que temos hoje é muito maior.
Mas a necessidade de modernização e de aumento da competitividade das empresas produziu um efeito muito negativo, que foi o desemprego. Para reduzir custos e poder baixar os preços, as empresas tiveram de aprender a produzir mais com menos gente. Incorporavam novas tecnologias e máquinas. O trabalhador perdeu espaço e esse é um dos grandes desafios que, não só o Brasil, mas algumas das principais economias do mundo têm hoje pela frente: crescer o suficiente para absorver a mão-de-obra disponível no mercado, além disso, houve o aumento da distância e da dependência tecnológica dos países periféricos em relação aos desenvolvidos. A questão que se coloca nesses tempos é como identificar a aproveitar as oportunidades que estão surgindo de uma economia internacional cada vez mais integrada.
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O Fardo Que O Mundo Carrega
14 Mar, 2007 · Deixe um comentário
Entre a calma e o desespero, o vento varrendo o ódio,
De punhos firmes, com força, entre o agora e o tempo passado,
Fica a verdade dos episódios, a vossa verdade idolatrada.
Se por coincidência dentro desse famigerado espaço,
Abrissem os olhos, os vivos em devaneios desesperados,
A alegria norteasse às narrativas temporais e existissem sepulcros,
De tristezas e extinção da crueldade.
Recordasse as lamentações atiradas pelo o planeta Terra,
Nas trevas lacrimoniosas circundadas pelas muralhas,
De vossa verdade pura. Todas as verdades das loucuras.
Nos cristais da mente que o conhecimento armazena,
Permanecesse a face calada, a brava melodia do homem…
Vozes de todas as vozes.
Nos meridianos dos mares, das ilhas, dos atóis,
Enxergaram as verdades: estrela do planeta, anzóis…
Rochedos de peixes. O clarão da alma perdida.
O fardo que o mundo carrega.
Fui… velhas mentiras, em busca de novas verdades!
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Post inaugural!
14 Mar, 2007 · 2 Comentários
Olá a todos!!
Acabo há pouco de realizar uma vontade antiga que vinha postergando há muito tempo: criar um blog! Não sei se estou muito atrasado no tempo, provavelmente sim, mas acho que posso compensar o tempo perdido.
Minha idéia de criar um blog geográfico, nasceu nas aulas, laboratórios, palestras e outras atividades inerentes à minha profissão que desenvolvo há anos. A crueldade temporal de nossos dias imprime uma velocidade não compatível à nossa vontade, e faz com que gastemos muito tempo com afazeres burocráticos e secundários, deixando uma quantidade insuficiente para aplicarmos com o que realmente gostamos de fazer.
No meu particular caso, quase sempre termino uma das atividades inicialmente citadas e fico com uma sensação de que poderia fornecer mais informações aos meus alunos e ouvintes do que realmente o fiz.
Por este e outros motivos parecidos, sempre almejei criar através de uma ferramenta virtual, tão presente e agregada ao nosso dia-a-dia, como a internet, um espaço, ainda que virtual, para compartilhar essas informações adicionais com qualquer pessoa que desperte interesse.
Espero com isso estar contribuindo, mesmo com uma parcela ínfima, com a expansão de acesso e democratização do conhecimento, neste caso, na área geográfica.
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