Uma profusão de sentimentos, sons, odores, cores e muito mais. Foi assim que decidi começar descrevendo a experiência de ter participado da Virada Cultura 2008 em São Paulo.
Meu lado geógrafo se misturou ao cidadão e pra todo lugar que eu olhava, no centro de Sampa fervendo de pessoas, vários pensamentos e idéias vinham à minha mente. Estava eufórico, mas não sabia explicar exatamente o motivo.
Talvez nenhum trabalho de campo que já realizei, com a universidade ou com meus alunos, tenha fornecido tamanha explicitação do que é a geografia urbana de São Paulo.
Os centros, novo e o velho, estavam lindos, maravilhosos. Mas não somente pela quantidade fabulosa de bons artistas se apresentando. As pessoas, o público era para mim, a principal atração daquela festa.
Eu não sabia se olhava para os palcos, ou para os fãs que se engalfinhavam em todos eles. Eu, junto de minha esposa e um casal de amigos, rodamos por alguns palcos, pelas ruas, pelos espaços dos centros ocupados e tomados pela multidão. Não conseguimos chegar a entrar em alguns, como o Teatro Municipal, por exemplo, mas para mim pouco importou. Eu estava satisfeito de estar ali, olhando, sentindo, participando de toda aquela massa eufórica.
Não consegui digerir direito ainda a denotação política dos poderes públicos que ali estavam representados, mas não me importa. Ter sentido a geografia verdadeiramente humana e urbana que foi a Virada Cultural 2008, já me satisfez e muito.








