BloGEO – Prof. Rogerio

Unasul sim! E daí?!

25 Mai, 2008 · 1 Comentário

Pois bem, mais uma sigla aparece no cenário geopolítico sul-americano: UNASUL. Que sentido real e prático ela terá? Aqui aparecem dois possíveis caminhos: um deles nos leva a crer que será apenas mais um órgão burocrático, superficial e que servirá apenas para preencher livros didáticos de geografia. Outro caminho, segue no sentido de uma efetiva integração econômica, política e de infra-estrutura para a América do Sul. Qual caminho a UNASUL irá trilhar? Pessoalmente, fazendo jús à minha fama de otimista, prefiro apostar na último. Entretando, como pesquisador e interessado no tema, acabo por murchar as orelhas e apostar que o primeiro será de fato o destino desse novo organismo.

Podemos começar utilizando de forma emblemática a falta de consenso na criação do Conselho de Defesa Sul-Americano proposto por Lula e rechaçado, principalmente pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que colocou como condição para o aceite, que todos os países do continente reconheçam as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como grupo terrorista. “Num país que tem sofrido tanto como a Colômbia, o continente deve atrever-se a qualificar como terrorista a todo grupo violento que atenta contra a democracia”, disse. Uribe expôs ao presidente Lula o que chamou de “ponto de reflexão ao diálogo”. Tendo o Chile iniciando a presidência rotativa do órgão, Michele Bachelet apresentou um prazo de 90 dias para a formalização de um projeto que levaria a solução dos impasses para a criação do inédito Conselho de Desefa.

Perguntas e possíveis resposta à UNASUL:

Quais são os desafios da Unasul?

Num primeiro momento, os governos parecem ter expectativas diversas sobre os resultados reais da Unasul.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu país tem três principais interesses nessa integração: energia, infra-estrutura e uma política comum de inclusão social.

Por sua vez, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, afirmou que a Bolívia espera que a Unasul não se limite às questões comerciais e trate da “união dos povos”.

Mas talvez o principal desafio da Unasul será colocar em prática suas medidas, como a integração energética, já que hoje o desafio entre quatro países –Brasil, Argentina, Bolívia e Chile– ainda não foi resolvido.

Questões bilaterais –ou trilaterais– também estão na lista de desafios da região.

Disputas territoriais entre Chile e Peru, da época da Guerra do Pacífico, no século 19, estão hoje no Tribunal Internacional de Haia. A Bolívia reivindica do Chile uma saída para o mar, perdida na mesma guerra do Pacífico.

Venezuela, Equador e Colômbia travam, desde março, uma disputa envolvendo as Farc (grupo guerrilheiro mais antigo do mundo, com mais de 40 anos) que ainda não teve conclusão.

Quais são os próximos passos?

No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile.

Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados.

Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores.

→ 1 ComentárioCategorias: América do Sul
Etiquetado:

Apresentação sobre Geomorfologia

12 Mai, 2008 · 6 Comentários

Esta apresentação trata de noções sobre geomorfologia, agentes formadores do relevo terrestre e terremotos. Uma síntese desses assuntos focando, principalmente, preparação para exames vestibulares. Bons estudos à todos!

→ 6 ComentáriosCategorias: Sem-categoria
Etiquetado:

Apresentação sobre Domínios Morfoclimáticos Brasileiros

9 Mai, 2008 · 2 Comentários

→ 2 ComentáriosCategorias: Sem-categoria

Apresentação sobre “Geografia dos Conflitos”

9 Mai, 2008 · Deixe um comentário

A apresentação procura demonstrar como a geografia e a geopolítica continuam vivas nas (re)definições de novos “espaços vitais” e pela dinâmica político-militar dos Territórios (territorializações, desterritorializações e reterritorializações) e por um fato essencialmente humano, a produção do espaço geográfico.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Sem-categoria

Apresentação sobre Questão Ambiental

5 Mai, 2008 · 3 Comentários

→ 3 ComentáriosCategorias: Sem-categoria

Mudança no Fuso Horário Brasileiro

5 Mai, 2008 · 16 Comentários

“Escolher o seu tempo é economizar”, escreveu o filósofo e ensaista inglês Francis Bacon. Parece que esse pensamento postulado no século XVII ainda exprime realidade e veracidade. O Senado federal aprovou um novo fuso horário na região Norte, dias depois de entrar em vigor a Portaria 1.220/07, determinando que as emissoras de TV devem adaptar suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país, em função da classificação indicativa dos programas. Esta classificação obriga as emissoras a informar a partir de que idade uma programação é recomendável. A Portaria 1.220/07 tem por objetivo atender ao Estatuto da Criança e do Adolescente, evitando a apresentação de programas inadequados para determinadas faixas etárias. A mudança de fuso horário vai conflitar com os hábitos culturais daquelas populações. A lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente da República. Mas se o presidente Lula concordar, os estados da Região Norte adotariam o horário de Brasília.

A quem interessa esta mudança de horário? A essas pessoas que irão tirar dinheiro do bolso para pagar mais conta de energia? Foi feita uma consulta pública para saber se a maioria da população do Estado aceita a mudança? Claro que não! Se fizessem, a coisa poderia ser diferente. Talvez a idéia de mudança fosse descartada de imediato. Por enquanto apenas a expectativa dos empresários, banqueiros e outras pessoas que se sentem prejudicadas com o fechamento do movimento bancário mais cedo é que está sendo atendida. Apenas isso.

E tem os donos de empresas de comunicação locais que se recusam a pré-gravar a programação para se adequar ao horário atual. É que se tivessem que fazer isso teriam que fazer investimentos. No lugar de aproveitar a janela de 2 horas que têm a disposição à noite para colocar programação local, e faturar mais, eles preferem ser escravos das geradoras do sudeste. Por isso nunca vão deixar de ser o que são: meras repetidoras, funcionando em cubículos com meia dúzia de pessoas. Lucram mais sendo assim.

O Senador Tião Viana abraçou a idéia porque almeja o cargo máximo no Estado. Atendendo à classe empresarial ele poderá cobrar deles parte da conta de sua campanha eleitoral do ano que vem sem maiores constrangimentos. Claro que, sendo o provável eleito, outros políticos locais já correram para dizer que também “estão” com ele. A lealdade hoje pode render cargos amanhã. Junto com os políticos vão a reboque a mídia local, definitivamente amordaçada economicamente nesta questão, ou seja, sem grandes possibilidades de fomentar o debate franco e aberto. Uma pena pois, em um caso como esse, deveriam exercer o papel de imprensa.

Em tempo: com a mudança aprovada, o novo fuso horário brasileiro passará a ser assim:

Compare, no esquema abaixo, o novo fuso brasileiro, com o antigo.

É uma vergonha, ainda em nossos dias, termos exemplos de “neocoronelismo” como explicita essa mudança no fuso brasileiro.

→ 16 ComentáriosCategorias: Sem-categoria · geografia · política
Etiquetado:

Geo Urbana na Virada Cultural 2008

27 Abr, 2008 · 4 Comentários

Uma profusão de sentimentos, sons, odores, cores e muito mais. Foi assim que decidi começar descrevendo a experiência de ter participado da Virada Cultura 2008 em São Paulo.

Meu lado geógrafo se misturou ao cidadão e pra todo lugar que eu olhava, no centro de Sampa fervendo de pessoas, vários pensamentos e idéias vinham à minha mente. Estava eufórico, mas não sabia explicar exatamente o motivo.

Talvez nenhum trabalho de campo que já realizei, com a universidade ou com meus alunos, tenha fornecido tamanha explicitação do que é a geografia urbana de São Paulo.

Os centros, novo e o velho, estavam lindos, maravilhosos. Mas não somente pela quantidade fabulosa de bons artistas se apresentando. As pessoas, o público era para mim, a principal atração daquela festa.

Eu não sabia se olhava para os palcos, ou para os fãs que se engalfinhavam em todos eles. Eu, junto de minha esposa e um casal de amigos, rodamos por alguns palcos, pelas ruas, pelos espaços dos centros ocupados e tomados pela multidão. Não conseguimos chegar a entrar em alguns, como o Teatro Municipal, por exemplo, mas para mim pouco importou. Eu estava satisfeito de estar ali, olhando, sentindo, participando de toda aquela massa eufórica.

Não consegui digerir direito ainda a denotação política dos poderes públicos que ali estavam representados, mas não me importa. Ter sentido a geografia verdadeiramente humana e urbana que foi a Virada Cultural 2008, já me satisfez e muito.

→ 4 ComentáriosCategorias: Sem-categoria
Etiquetado:

Terremoto em São Paulo

24 Abr, 2008 · 3 Comentários

Muitos brasileiros tem a falsa idéia de que nosso país é totalmente livre de terremotos. Na última noite de terça-feira, isso foi destimificado, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Um tremor de terra considerado mediano, alcançou 5,2 graus na escala Richter, atingiu os estados acima mencionados e provocou um misto de apreensão e confusão nas pessoas.

Apesar da imensa maioria dos abalos sísmicos de razoável magnitude ocorrerem em área próximas às bordas das placas tectônicas, regiões que ficam fora dessas bordas também são sujeitas a tremores de terra. Basicamente, o terremoto ocorre quando as placas tectônicas se encontram. O choque libera energia, que faz faz tremer as regiões mais próximas.

O sismo em questão, porém, ocorreu em uma região incomum, longe das zonas de contato entre placas tectônicas onde costuma ocorrer esse tipo de abalo e surpreendeu os especialistas. O epicentro, a 215 quilômetros de São Vicente, no litoral paulista, foi bem no meio da Placa Sul-Americana. Esse tipo de tremor, chamado “intraplaca”, responde por apenas 10% dos abalos sísmicos globais.

Não confundam:

Epicentro – região da superfície terrestre, por cima do hipocentro, onde é máxima a intensidade de um abalo sísmico e onde este atingiu em primeiro lugar a superfície do solo.

Hipocentro – região do interior da Terra onde se origina um sismo; foco sísmico.

Tremores de terra de maior intensidade do que o registrado na noite de terça na costa brasileira podem voltar a ocorrer no País, no entanto, o abalo sísmico tende a gerar fenômenos menos intensos, chamados de pós choque.

O tremor foi o quarto maior já registrado no País. O terremoto mais forte ocorrido no Brasil foi de 6,2 de magnitude na escala Richter. O evento ocorreu em 1955 em Porto dos Gaúchos (MT). No Estado de São Paulo, o maior abalo conhecido foi o que atingiu a cidade de Mogi-Guaçu em 27 de janeiro de 1922, que alcançou 5,1 de magnitude.

É importante ressaltar, pois a grade mídia por muitas vezes acaba confundindo e divilando informações erradas: a tão famosa escala Richter mede a energia liberada pelo sismo, mas não sua consequências e efeitos. A menos conhecida escala de Mercalli, sim é faz este papel. Abaixo um gráfico comparativo entre as duas escalas:

Outro gráfico, este somente da escala Richter e a localização do grau do terremoto de terça-feira:

É isto! Vamos ver o vem pela frente em termos de abalos sísmicos no Brasil.

→ 3 ComentáriosCategorias: Sem-categoria

Revisão do Tratado de Itaipu

24 Abr, 2008 · 2 Comentários

A discussão a respeito da revisão do tratado da usina hidrelétrica de Itaipu, pode gerar despesas extras aos brasileiros (novidade…). O recém eleito presidente do Paraguai, Fernando Lugo, já declarou que pretende realizar uma revisão no Tratado de Itaipu. Atualmente a energia gerada pela hidrelétrica, responde por 19% de toda energia consumida no Brasil, e por 91% no Paraguai.

O presidente eleito, também conhecido como ” o Bispo dos pobres” declarou que deseja conseguir o que denomina de “preço justo” para as tarifas que o Brasil paga ao Paraguai pela energia elétrica que o país não consome e repassa como excedente ao mercado brasileiro. Durante a campanha, Lugo havia dito que o Paraguai reenviava a energia ao Brasil “a preço de custo” e não “a preço de mercado”.

Nosso ministro das relações exteriores, Celso Amorin, declarou na última segunda feira (21/04) que o país abrirá negociações para revisão do tratado, e que estará disposto à “modernizar” os valores pré-estabelecidos no início da década de 1980.

O Tratado de Itaipu formalizou a sociedade entre Brasil e Paraguai, com a inauguração da usina, em novembro de 1982. Pelo acordo, os dois países dividem igualmente o que é produzido, mas o Paraguai, que só consome 5% da energia, é obrigado a vender ao Brasil os 95% restantes da sua cota. Ano passado, o Brasil pagou US$ 307 milhões pela energia paraguaia de Itaipu, mas Fernando Lugo chegou a falar, durante a campanha eleitoral, em um valor anual “justo” em torno de US$ 2 bilhões.

→ 2 ComentáriosCategorias: Economia · Recursos Naturais · geografia

Petróleo à vista!

18 Abr, 2008 · 3 Comentários

Pois é, parece que Lula está com muita sorte mesmo!! Se já não fosse pelo megacampo de Tupi, que causou o maior reboliço no final do ano passado, agora com a confirmação do ultracampo de Carioca (mas está na bacia de Santos), o Brasil terá uma das maiores reservas de Petróleo do mundo!!
Para efeito de comparação, somando as estimativas dos novos campos, com as reservas conhecidas
brasileiras, chagaríamos à aproximadamente 53 bilhões de barris, acima da soma das reservas dos EUA, Canadá e México, que juntos chegam à 50 bilhões!
Se pegarmos o barril do petróleo cotado a US$ 100 (está acima disso ultimamente), teremos uma soma de US$ 5,3 trilhões!!
Se levarmos em conta que o subsolo brasileiro ainda é pouco conhecido e explorado, um novo horizonte na área de recursos naturais se abre Brasil. E, se lembrarmos que também há uma defasagem na quantidade de mão-de-obra qualificada para o setor, uma promissora área de trabalho se coloca para os mais corajosos! Dá-lhe geologia, geofísica, e por que não, geografia!!!

→ 3 ComentáriosCategorias: Economia · Recursos Naturais · geografia